Caótica Ana
Marcadores: textos meus
"Santas as visões, santas as alucinações, santos os milagres, santo o globo ocular, santo o abismo." (Allen Ginsberg)
Marcadores: textos meus
Marcadores: frança, textos meus
Eu tenho uma raiva dentro da minha pessoa que não me permite que me venha a calma. Uma raiva que não tem fim e muito menos explicação. Se não estiver satisfeito com meus tratos, evapora! Nasci foi pra ter vida de malandro. E vou le´vá-la é rasgada. Sou filho de Iansã e Ogum e devoto de Josephine Baker. A vida é melhor quando a gente canta, rebola, se sacode e rodopia. E se eu perder o meu amor assassinado de forma brutal... E se eu perdê-lo... Continuarei nadando com largas braçadas contra o mar revolto. E, ainda molhado de água salgada, ofegante e estirado na areia, receberei a água da chuva.
imagens . Madame Satã, de Karim Ainouz, Brasil, 2002
texto . Matheus Matheus, construído a partir de imagens editadas de Madam Satan, de Cecil B. de Mille e da postura da pessoa incorporada por Lázaro RamosMarcadores: brazil, sempalavras, textos meus
Marcadores: textos meus
I
Meu filho, eu sempre estarei ao teu lado. Junto de ti, sorrindo ou chorando, contemplando teu riso, escutando teu choro. Sempre ao teu lado. A minha mão maior e áspera de adulto unida a tua mão pequena e macia de criança.
O mais importante é acreditar na Beleza. O mundo tem muito de belo, de extremamente belo, que de tão grandiosas estas maravilhas às vezes até nos horrorizam um pouco. Para encontrá-las
é só não dar muita atenção ao que não der êxtase à vista. E estar atento à metamorfose inerente à própria condição de viver: tudo o que está vivo muda. Algumas coisas à primeira vista se apresentam a nós como horríveis, amedrontadoras, tenebrosas... mas depois se revelam preciosas e, quem sabe, pode até ser que se tornem belas diante dos olhos mais atentos aos milagres minuciosos.
Agora é como se você estivesse no alto de uma longa escada e eu estivesse no início dela. Deverei então subir esta escada para alcança-lo. Subirei quantos degraus forem necessários para estar ao teu lado lhe ajudando a descer a escada degrau a degrau, e depois lhe ensinando a subí-la. Amparar-lhe com minhas mãos quando seus passos vacilarem e o risco da queda for iminente. Até que você consiga andar sem precisar de vigília constante e eu possa me orgulhar dos seus passos, que jamais deixarão de ser a continuidade dos meus passos.
Importante é não deixar que uma eventual vasta tristeza invada o espaço das pequenas alegrias. É justamente por ser raro o banquete da felicidade que devemos degusta-lo ao máximo – mesmo que seja um banquete modesto.Meu filho, não se esqueça então: eu sempre estarei ao teu lado. Mesmo que eu não esteja presente fisicamente, estarei em pensamento. Mesmo que eu vá para longe, mesmo que eu morra e não exista vida após a morte. Sempre estarei ao teu lado –e você também junto a mim como um pedaço de mim. Sempre.Marcadores: itália, textos meus
Amar demais e cometer crimes em nome deste amor. Desejar tanto. Tanto. Esses golpes violentos ferindo a carne que antes ardia de desejo. Volúpia e medo. Ou só medo? Tanto sentimento dentro do teu corpo largo e quente. Tanto azul... Tanto rosa... E no fim das contas tudo se converte em escuridão. Homem, em qual estação te reconheces? Me diz como é a pedra amarrada ao teu coração que te comprime a ponto de te fazer sangrar.
texto. matheus só
imagem.Bom Yeorum Gaeul Gyeoul Geurigo Bom, Coréia do Sul, 2003, 103 min., dir: Kim Ki-Duk, com: Oh Yeong-Su, Kim Ki-Duk, Kim Young-Mim, Seo Jae-Kyeong, Ha Yeo-Jin, Kim Jong-Ho, Kim Jung-Young Marcadores: coréia do sul, textos meus
as heranças véu de dores véu de delícias meio sorriso meio medo meio coragem cai e sem som se ergue frágil mesmo só o fino o coração rugas nas mãos aquecendo o mundo bravio amor materno é terno alívio a dor muda respeita a tradição mais ódio nunca será bom amor amor retrabalho serena batalha persistente o corpo delicado não fraqueja diante da invasão os cabelos finos não se embaraçam no olho do furacão os olhos oblíquos não se cerram assistindo à violência vem carícia vem melancolia e depois se vão tristeza é ocaso destino tratado beleza dura até mesmo essas lágrimas secarão no peito trancafiados uns segredos mesmo forte chora em silêncio se queima e cora há ventura se rebela à revelia da repressão ninguém rouba o que não sabe que existe sem fugir resiste não revela a não ser para o eu de dentro a força é menina bailarina por um fio gira com graça delicada dança segura vacilante em torno de si mesma espalhando serenidade ao redor texto . matheus só imagem . The Joy Luck Club, de Wayne Wang, EUA, 1993
Marcadores: textos meus