Paranoid Park
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"Santas as visões, santas as alucinações, santos os milagres, santo o globo ocular, santo o abismo." (Allen Ginsberg)
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imagens, frase e cartazes . Y Tu Mama También, de Alfonso Cuarón, México, 2001Marcadores: juventude transviada
"Então começamos a saber das vidas delas. E começamos a ter lembranças de coisas que não tínhamos passado. Sentimos a prisão da vida de uma garota. A forma como isto torna a sua mente ativa e sonhadora e como acaba sabendo de cores que combinam. Sabíamos que as garotas na realidade eram mulheres disfarçadas que conheciam o amor e até a morte. E que o nosso trabalho era criar o barulho que parecia fasciná-las. Sabíamos que sabiam tudo de nós. Mas nós nunca poderíamos entendê-las."
imagens & texto . Virgins Suicides, de Sofia Coppola, EUA, 2000Marcadores: juventude transviada
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imagens . Elephant, de Gus Van Sant, EUA, 2003
letra . Natália, da Legião UrbanaMarcadores: juventude transviada
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Triste ocaso jogado aos mortais como brinde revoltoso da natureza.
Perambular em jejum por esta terra esquecida pelo deus dos sem deuses.
Buscando uma chuva que seja choro, que seja beijo, que seja expor este animal morto. Segurá-lo pelo pêlo, apontá-lo para a lente: para estes espectadores estarrecidos e horrorizados pelo cotidiano da juventude.
E o que te resta? Esta música estranha?
texto.matheus só
imagem.gummo
http://www.harmony-korine.com/paper/main/visuals.html http://www.finelinefeatures.com/gummo/
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Francie é um menino que tem uma vida difícil: o pai é um alcoólatra que nunca traz dinheiro para dentro de casa, a mãe é uma viciada em calmantes com tendências suicidas e forte inclinação para a loucura e a compulsividade, os vizinhos o rejeitam por ser pobre e rebelde. Francie, então, busca refúgio em peraltices pouco ortodoxas para atingir o nível de fantasia de que precisa para não desperdiçar a infância. Foi extremamente coerente a decisão da distribuidora (que inicialmente tinha batizado o filme de “Fúria Inocente”) de trocar o nome para “Nó na garganta”. De inocente a fúria de Francie não tem nada. O título definitivo faz jus à grande maioria das cenas, pois não são raros os momentos em que o espectador engole seco – mas mesmo assim sem deixar de ter os olhos úmidos se for sensível. Repare no fino e cínico humor com que várias seqüências aniquilam certas instituições e ideologias. Repare também no delicado e nauseante lirismo que surge da comparação entre a raça humana e os suínos para acabar eclodindo num sonho alucinógeno e perturbador um pouco antes do desfecho. E algumas alusões à obra-prima-mor de Stanley Kubrick – como, por exemplo, a traição do melhor amigo. Desta vez são pequenos drugues com ultraviolências não menos contundentes que vão crescendo e se tornando cada vez mais horríveis - Porque? Responda! Porque? Aquela questão da reforma de uma pessoa que até agora não parece ter-se solucionado através de nenhuma vertente da sociedade. Redenção! Milagre! Salvação! Quanto conforto há nesses ópios populares... E o tom irônico como falam para fingir que são comuns... É como se dissessem: tudo está bem desde que finjamos que tudo está bem. Este Neil Jordan é bem mais polêmico do que em “Entrevista com o Vampiro”. E também bem menos comercial – desta vez no sentido literal da palavra “comercial”, já que o filme foi muito pouco visto nos cinemas. Aqui no BraZiL nem chegou a entrar em cartaz... Falar nisso, alguém por aí viu “Café da Manhã em Plutão”?
Imagem.The Butcher Boy, de Neil Jordan, Irlanda/EUA, 1997 Resenha (I) . Isabela Boscov Texto (II) . Matheus Só
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