"Santas as visões, santas as alucinações, santos os milagres, santo o globo ocular, santo o abismo." (Allen Ginsberg)

7.11.06

viagem ao mundo dos sonhos

Ethan Hawke é um garoto que vive sendo espancado pelos fodões da escola, mais velhos e burrolhonildos. Ficar sem comer porque teve o lanche roubado ou pisoteado para ele já é rotina. Independentemente disto, ele sonha em um dia poder ter para si o amor de Lori, a garota mais bonita e atraente de sua pequena vida. River Phoenix é um aspirante a cientista, amigo de Ethan, com pinta de guardar o grande segredo do universo. Primeiro inventa uma bolha fantástica capaz de fazer coisas incríveis – que deve ter servido de inspiração para Flubber.Depois cria uma nave caseira composta de partes de utensílios domésticos para realizar o sonho de fazer uma incursão ao espaço. Jason Presson completa o trio de púberes aventureiros, como um obsoleto amigo bobão. Juntos eles vão desafiar as leis da Física e partir rumo ao desconhecido. O que vão encontrar? Pode ser energia pura. Pode ser onda de pensamentos. Pode ser qualquer coisa que couber no sonho. Qualquer coisa que couber no espaço sideral. Porque tanto um quanto outro são infinitos. A grande questão do desafio que intriga a humanidade: ser o primeiro a pisar onde nenhum homem jamais esteve. E não é a lua, não. É marte. O filme possui inúmeras citações que são homenagens um tanto críticas, mas expostas de maneira divertida – poucos roteiros infanto-juvenis conseguem ser tão interessantes e inteligentes sem se perderem nem se confundirem em meio a tantas alusões. Algumas delas: Viagem ao Centro da Terra, 2001 – Uma Odisséia no Espaço, Fred Krueger, It, Planeta Proibido, Tarzan, MTV, Beatles, Além da Imaginação... entre outros, muitos outros. É surpreendente e emocionante ver uma dupla de atores tão belos e tão talentosos, juntos e jovens eternamente nesta fita, e que quando adultos tiveram destinos tão diferentes. Phoenix já partiu precocemente vítima da estrada pesada e difícil a qual se integrou: gay & junkie – por tristeza? por vocação? por destino? Talvez nem ele mesmo fosse capaz de responder. Hawke alterna bons projetos underground, fracassos de bilheteria e, eventualmente, um blockbuster para sobreviver. Os efeitos especiais do filme estão ultrapassados. Mas a ironia daqueles marcianos em relação aos terráqueos não. É sempre necessário fazer contatos intergalácticos para no final descobrir que a coisa com a qual os sonhos são feitos é bem brilhante e muito poderosa.
texto.matheus só sobre o filme Explorer, Viagem ao mundo dos Sonhos
imagem.river phoenix & ethan hawke (no filme e depois)

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1 Comments:

Blogger Paula Ribeiro said...

lindo seu blog. é bom ver alguém tratando cinema como poesia.

4:11 PM

 

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